Se você busca apresentar dados, informações e indicadores de seus projetos e negócios da maneira mais eficiente possível, certamente você está familiarizado com os dashboards. O que você talvez não saiba é a importância de se levar em conta a experiência do usuário e o design thinking nesse processo, isto é, como aplicar metodologias de UX ao design de dashboard.
Como aplicar metodologias de UX ao design de dashboards
Já é lugar comum afirmar que dados e informações são alguns dos recursos mais valiosos da atualidade – e isso vale para a análise e o desenvolvimento de seu negócio. Por isso mesmo, a maneira como esses dados e informações são apresentados também exigem uma atenção especial.
Mas como aplicar metodologias de UX ao design de dashboards? Analisaremos cinco conceitos com possibilidade de aplicação:
- Duplo Diamante
- Pirâmide Invertida
- Regra do 5 segundos
- Foco nos Dados
- Simplicidade
Diamante Duplo – Double Diamond
Um dos conceitos com melhores resultados da metodologia UX é o Diamante Duplo ou Double Diamond que, como o próprio nome indica, separa o design em duas fases: problema e solução.

O primeiro diamante, do problema, é composto de pesquisa e análise. A pesquisa é realizada via entrevista com o usuário, identificando pontos centrais, tais como a sua jornada, motivações, dores e público-alvo.
Já a análise se refere ao momento de avaliar e selecionar as informações consideradas válidas para o projeto, que foram coletadas durante as entrevistas. O foco é encontrar padrões que entreguem em que usuários, problemas e métricas o dashboard deve se concentrar.
O segundo diamante, da solução, se divide em ideação e testagem. A ideação responde à pergunta “como podemos trazer a melhor experiência para o usuário?”, no caso da dashboard, no sentido de proporcionar informações claras e precisas.
Já a fase de testagem envolve criar um esquema de representação da interface com o usuário, pensando no layout de indicadores, dados e ilustrações/gráficos.
Pirâmide invertida
Ao fazer seus dashboards, é importante também ater-se ao conceito de hierarquia, da metodologia UX e, para tanto, a pirâmide invertida é bastante útil.

Trata-se de dividir o conteúdo em três partes, da mais à menos importante. Trazendo isso para o universo dos dashboards, seria começar pelos insights, seguir para os padrões que ajudam a compreender os insights e deixar os detalhes menos significativos por último.
Regra dos cinco segundos
Os princípios da metodologia UX mostram que o cérebro humano é capaz de processar até nove imagens ao mesmo tempo. Por isso, ao organizar seus dashboards, evite colocar mais do que oito imagens de uma vez.
Também evite incluir toda a informação em uma mesma página. Separar os dados apresentados facilita o entendimento e a absorção do conteúdo, além de manter tudo mais organizado para quando o usuário quiser procurar a informação de que necessita.
A regra dos cinco segundos da metodologia UX afirma que o usuário deve ser capaz de encontrar a informação de que precisa dentro de cinco segundos. Se ele levar mais tempo do que isso, então o seu dashboard não é eficiente o suficiente.
Foco nos dados
Os dados é que devem ser o carro-chefe dos dashboards. E dados devem sempre ser apresentados de forma realista, objetiva e assertiva, sem rebuscamento, sem adjetivação, sem subjetividade.
Ou seja: a melhor forma é comunicá-los por meio de números. Incluir os números, diretamente, poupa tempo dos usuários, facilita a interpretação e, portanto, cumpre o propósito do dashboard.
E esses números refletem as métricas escolhidas para aparecerem no dashboard. Escolher as métricas adequadas, de acordo com o usuário a quem o dashboard está endereçado, também evitará ruídos na comunicação e facilitará a interpretação e análise de dados.
Simplicidade
Nunca antes o design ofereceu tantas possibilidades e ferramentas. Ainda assim, qualquer especialista em UX e Design Thinking concordará que você não precisa – e não deve – utilizar tudo em seus dashboards.
Por exemplo, um dos princípios básicos defende o uso minimalista de cores, algo em torno de duas ou três, as quais deverão ser mantidas em todo o layout. É interessante que as cores se refiram à identidade da marca.
Os espaços em branco também devem ser explorados de maneira inteligente. Porque, já que os dashboards apresentarão uma grande quantidade de dados, os espaços em branco oferecerão equilíbrio e clareza, melhorando o entendimento do conteúdo.
Ainda, em prol da simplicidade, não insira nenhuma ilustração ou elementos que não agreguem ao dashboard: imagens e gráficos, sombras e texturas, legendas somente devem ser incluídas se forem necessárias, sempre com o intuito de manter as informações claras e objetivas.
Em resumo, mantenha a consistência. Um dashboard com design consistente em formatação e estrutura permite que os usuários tenham uma experiência positiva e, portanto, alcancem seus objetivos de forma rápida e natural. Designs inconsistentes, por outro lado, causam confusão e oferecem uma experiência negativa.







